A guerra do fogo

21 08 2014

Quando os nossos instintos estão à flor da pele, não são necessárias palavras. Um toque, um olhar, O comportamento fala mais alto. Talvez por isso GUERRA DO FOGO tenha se sucedido tão bem em segurar a atenção.
Se passaram 80.000 anos, e evoluímos desde então. Uma grande evolução podemos afirmar, foi a linguística. Porém quando o personagem olha, se expressa com gestos, nós reconhecemos exatamente o que ele quer dizer, pelo nosso instinto que continua agindo em nós, independentemente de quantos anos se passem. Pensando nisso, Desmond Morris, um conhecido biólogo que concentra seus estudos na ligação humano-animal, do ponto de vista zoológico, foi chamado para auxiliar na interpretação dos atores.
Os gestos animalescos e a brutalidade, que no começo assustam, vão tomando forma e aos poucos vamos reconhecendo nossa essência nas personagens. Aquela situação que parecia inimaginável à nós, parece nos envolver a ponto de pensarmos: “ nessas circunstâncias seria assim que agiríamos?”
Além da bela interpretação que nos conduz o filme inteiro, há também uma sonoplastia trabalhada, que acompanha as personagens de uma forma que guia a emoção do espectador. Do som que aumenta nas horas de risco ao som ambiente da natureza, tudo é encaixado para nos fazer compreender sem emitir uma palavra.
Todo o trabalho que parece falar de algo tão antigo, no final nos leva ao atual. Talvez toda a língua e toda a palavra não dê conta de dizer tudo o que sentimos, ou ainda há coisas que compreendemos, ou expressemos melhor com nossos gestos.





Desfecho é sucesso

21 08 2014

Acredito que o sucesso seja o alcançar um resultado, qualquer que seja ele. Dito isso, uma grande qualidade na área do Audiovisual é a da atitude, da organização e a da criatividade – o que baste para simplesmente produzir, enquanto arte o que for produto será sempre um sucesso.
Entendendo o resultado enquanto sucesso e considerando, então, por qualidade as determinadas ferramentas pessoais que ajudem no alcance deste resultado, concluo que minhas melhores qualidades úteis no processo do audiovisual sejam a da retórica, a percepção, a criticidade, dedicação, vontade, intuito e intenção.
Ao julgar as minhas ditas qualidades percebe-se uma grande lacuna entre elas e o desejo pelo colocar em prática, falta-me a ordenação e a disciplina, iniciativa, experiência e auto-confiança, que não só classifico como importante como desejo desenvolver durante minha trajetória na universidade.
Todas essas conclusões surgem das experiências que tive na área – mínimas – e, novamente, através das experiências que tive posso concluir que me assemelho muito a área de roteiro, montagem, direção, direção de atores, desenhista de som ou de cenário, assistência de direção ou continuísta.





Guerra e fogo

21 08 2014

A Guerra do fogo é um filme que conta a história da evolução humana, quanto ao surgimento do fogo.

A história gira em torno de uma determinada tribo que, depois de uma batalha perde seu bem mais precioso, a fonte que mantinha aquecidos seus corpos e seus corações. A partir desse acontecimento, três guerreiros são escolhidos para sair em uma grande jornada, onde enfrentarão muitos desafios, e ao final aprenderão a produzirem o fogo, reacendendo a chama da esperança pela sobrevivência.

O filme aborda a temática de maneira a nos envolver, os cenários frios e a trilha sonora utilizada tem a intenção de demonstrar tão quando a humanidade era frágil, e despertar em nós o desejo de ajudar aquelas pobres criaturas, as quais o fogo significava muito mais que uma simples chama, significava a esperança de sobreviver em meio aquele mundo selvagem, onde o ser humano não passava de um pequenino grão de areia em meio a um deserto. Os atores por sua vez fizeram seus papeis brilhantemente. Mergulharam no íntimo de seus personagens e passaram verdade na história apenas por suas expressões corporais, a linguagem criada estava em sintonia com as características de cada tribo, fazendo com que percebêssemos o grau de evolução de cada uma.

O filme é um trabalho bem feito, pois consegue dar um efeito verossímil, transmitir a sensação de real a uma ficção e, apesar de não utilizar a linguagem oral que conhecemos, conseguimos absorver totalmente a mensagem que ele quis passar.





A mudança e sensações

21 08 2014

Na Verdade até meus 17 anos de idade, nunca tive esse privilégio de conhecer o cinema. Sempre tive essa curiosidade, essa expectativa de conhecer. Tinha desconhecimento sobre cinema e só atreves das redes sociais. Eu ate viajava pra diversas cidades mas nunca surgia a oportunidade de realizar esse encontro entre eu e o cinema.
Sempre surgiam comentários e sensações relatadas pelos amigos, colegas e parentes ao ir ao cinema. Cada vez mais aumentava minha ansiedade. Ao longo da minha história apos aos meus 17 anos de  idade no meu ensino médio tive esse grande privilégio de conhecer o Shopping da cidade de Feira de Santana “Boulevard Shopping”, em surgir essa oportunidade no Shopping, não tive palavras pra dizer que esse dia foi a minha grande surpresa, não conseguia comer um grão de milho de pipoca, parecia um sonho, mas foi realidade.
Minha primeira sessão no cinema foi tão emocionado, em ter melhores amigos ao meu redor, isso foi um dos melhores momentos da minha vida, minha emoção foi constantemente em assistir um filme um filme que me emocionei muito “O amor para recordar” um filme muito chocante, o amor incondicional, isso guardou em meu coração, foi a do meu primeiro dia de cinema.
E longo dias foram passando, eu descobrir que tinha um cinema próximo da minha cidade, encontra-se na cidade de Santo António de Jesus no Shopping Itaguari, e quase todo final de semana eu iria e aproveitava essas oportunidades. E hoje realizado esse sonho de surgir um CineTetro na cidade de Cachoeira e privilégios de fazer cinema da melhor forma possível e ter a certeza de que é meu sucesso.





Minha experiência com o cinema

21 08 2014

O vento que parecia surgir na rua deserta, as folhas que balançavam desordenadamente, chocando-se contra a janela da casa, o barulho provocado pelo decorrer dos ponteiros do relógio, confirmando a madrugada que se seguia. Então, pequenos e sorrateiros passos percorriam o corredor que levava à sala de estar. Essa era minha rotina secreta, aos dez anos. O ensejo? Assistir aos filmes.

Quando se cresce em uma pequena cidade no interior, onde lazer é só mais um dos setores precários, as opções de entretenimento são limitadas. Assim, eu acabava passando boa parte do meu tempo frente a tv. Mas a programação cansativa e repetitiva me entediava – o que acontece até hoje. Então, deixei que os filmes “adentrassem” a minha vida. Logo percebi que aquele “mundo” me encantava.

Não demorou muito para compreender que eu precisava rir, chorar, soluçar, tremer e cobrir meu rosto assombrado; mas agora diante de uma tela maior. Eu tinha que vidrar meus olhos, deixar que toda aquela magia me contagiasse ainda mais. A pequena caixa de luz e cor já não correspondia à altura o meu desejo.

Então, aos doze anos eu fui ao cinema pela primeira vez. O fato de ter precisado ir à cidade vizinha, em excursão com a turma do colégio, não diminuiu a emoção sentida ao pisar pela primeira vez naquele chão aveludado. O filme era um desenho animado – “Espanta tubarões” – e eu era a criança da fileira do meio, com as mãos entrelaçadas e sorriso arrebatado. Aquele dia marcou minha vida.

É triste admitir que poucas vezes tive o prazer de repetir aquele fantástico dia, mesmo hoje morando fora – já que aqui também não possui salas de cinema. Mas é com prazer e euforia que testemunho assumidamente o amor e admiração ao cinema e tudo o que o envolve. Não foi por acaso que escolhi levar a outras pessoas a sensação mágica, que trago no peito e na memória desde a infância. Serei cineasta e talvez, um dia, o primeiro filme exibido na minha cidade (natal ou atual) seja meu.

Laiana Soares

 

 





Consciente

21 08 2014

A plena consciência do que é uma sala de cinema deve ter se formado mais tarde do que deveria em mim. Até parar para pensar no que era realmente aquilo, devem ter se passado muitos anos. A tão comentada pelos meus pais, primeira sessão de cinema em que fui, para ver “101 Dálmatas”, não tenho como recordar por conta da minha idade na época. Não possuo também um “primeira vez sentimental”. Já nasci num universo rodeado pelo audiovisual. Os dias da semana se passavam em frente a uma TV junto com os amigos, repetindo o filme de animação do momento no videocassete.

O crítico de cinema, tio e adorado João Carlos Sampaio que me iniciou numa religião. Todos os domingos pela manhã, eu acordava cedo e encontrava meus amigos, sonolentos e desgostosos, sendo levados a força para a igreja. Meu tio aparecia na minha casa e me levava ao cinema, ver qualquer que fosse a estréia da semana. O hábito religioso se perdeu durante os anos, mas a força da ida ao cinema nunca enfraqueceu comigo. O cinema em salvador por outro lado, por pouco não se perdia para um mercado repetitivo de blockbusters.

Cachoeira cria sua nova energia no cinema. A cidade, que graças à faculdade, começou a respirar a sétima arte, encontra agora as portas de seu Cine-Teatro abertas. A expectativa é que este não seja adiminstrado pelo dinheiro, e sim pela paixão de todos na cidade. Essa paixão tão simples, torna qualquer coisa em poesia.





Primeira vez

21 08 2014

A vida! Sempre cheia de surpresas, novidades, ouço minha mãe dizer com frequência que nesta existe a primeira vez pra tudo. A primeira vez a experimentar uma comida, seja ela gostosa ou não, ir a escola, ao shopping, dançar em público, ir ao cinema…Toda experiência nova deixa uma marca na sua vida.

Lembro da primeira vez que fui ao  cinema, pois esta experiência cravou uma marca profunda em minha alma. Eu era um a criança de cidadezinha de interior sem contato algum com a sétima arte, a escola organizou esse passeio para os alunos em comemoração ao dia do estudante.

Se me perguntassem naquele momento quais sentimentos se passavam dentro de mim, não saberia responder…Deslumbramento, felicidade, uma sensação diferente tomou conta de mim, que apesar de já ter assistido ao filme na TV, que  sem desmerecê-la pois esta tem seus méritos, ela não conseguiu passar a emoção que encontrei nas  grandes telas. No entanto se perguntassem-me agora, diria que hoje compreendo que no instante que ultrapassei a porta, não adentrei numa simples sala de cinema, abriu-se para mim a porta de um mundo mágico, cheio de possibilidades, um mundo paralelo a minha realidade, mundo esse que quero trazer para minha vida sem sombras de dúvidas.

Outro ditado popular que ouço a todo momento é: Você nem sempre come do que gosta! Mas de conhecer essa realidade paralela, gostei, repeti e vou continuar a ir, já que agora na cidade onde moro foi reinaugurado O Cineteatro, um local utilizado para enriquecer cada vez mais a cultura dos seus cidadãos.

 








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