Sobre “La Guerre du Feu”

29 08 2014

O Filme “La Guerre du Feu”, que no Brasil recebeu o título de “A Guerra do Fogo”, dirigido por Jean-Jacques Annaud, fala do início da aventura do homem na terra, em um encontro hipotético de quatro grupo de hominídeos em diferentes graus de evolução, amarrados pela relação que eles tem com o fogo.

A trilha sonora, composta por Philippe Sarde, compositor francês, não foge do trivial usado no cinema, mas a orquestra com direito a solos de percussão e coral, que às vezes lembram “Star Wars” e “ET” e os momentos mais intimistas, que remetem à música de Kitaro, cumpriram muito bem a função de ajudar a contar a história, dando corpo e a atmosfera à época retratada, como por exemplo na primeira batalha pelo fogo e nos momentos em que o personagem principal, Naoh, interage com um mamute e quando vê o fogo surgir na sua frente, pelas mãos de um membro da tribo Ivaka.

No filme também observa-se uns sons como que uma espécie de linguagem, o diretor tenta sugerir um tipo de pré-linguagem. Para ele, os personagens sentiram uma maior necessidade de usar a voz de maneira mais aproveitável. Não que eles não se comunicavam, eles emitiam uns grunhidos, gritos que chegavam a ser um tipo de articulação vocal, embora alguns momentos do filme parecem muitos falsos nesse aspecto, como a reunião que decidiu quem iria em busca do fogo e quando o personagem Naoh “discursa” sobre o processo que ele aprendera na outra tribo sobre fazer o fogo, que seria a salvação de todos ali. A criação da linguagem primitiva do filme é creditada a Anthony Burgess, escritor britânico.

O trabalho de corpo foi muito bem realizado. Fica evidente que houve um processo de preparação dos atores, como uma oficina de exercícios específica para o filme, que ajuda muito na interpretação. Há outros exemplos no cinema que mostram a importância desse tipo de trabalho para a construção e caracterização dos personagens, como em “Planeta dos Macacos” que, a versão de Tim Burton, em 2001, foi muito mais verossímil que a primeira versão de 1968, do diretor Franklin J. Schaffner. As coreografias de gestos e linguagem corporal foram criadas por Desmond Morris, etnólogo britânico.

A montagem do filme não é ousada, não surpreende em momentos chave, como nas batalhas e falha em alguns momentos, como no ataque de um urso a um dos personagens, que ficou muito artificial.

A atuação dos atores é louvável, diria impecável se não fosse alguns que realmente não convencem como primitivos. Um exemplo disso é do que aparenta ser o líder da tribo Ulam, um senhor de pele clara, que destoa dos outros. O destaque fica para o núcleo principal do filme, Rae Dawn Chong, que faz a pequena Ika, Ron Perlman, que interpreta Amoukar, papel que marcou o início de sua carreira e é lembrado até hoje e Everett McGill que dá corpo ao herói Naoh, que justifica seu protagonismo na cena já citada onde vê um membro da tribo Ivaka produzir fogo. A interpretação dele nesta cena é marcante.

No conjunto é um belo filme, tornou-se um marco e referência do tema e é imprescindível para os amantes do cinema.

 

 

 





O cinema e eu

29 08 2014

É difícil definir o ponto de encontro entre a minha vida e o cinema. Posso afirmar que, desde onde a memória alcança, ele sempre exerceu enorme fascínio sobre mim. São recorrentes em minhas lembranças as vezes em que me vejo à frente da tv vendo filmes.Vem daí os meus primeiros contatos com a sétima arte. Entretanto, sempre há um momento marcante, como é a primeira sessão no cinema.
Venho de uma cidade muito pequena do interior e, por muitos anos, não conheci um cinema até que , durante uma viagem, , pela primeira vez entrei numa das salas mágicas. O primeiro filme foi também o primeiro da franquia Harry Potter. Foi um dos filmes que ajudaram a povoar minha fértil imaginação infantil: passei algum tempo tentando identificar nas ruas quem seria bruxo ou quem seria trouxa e também tive medo do Nick-quase-sem-cabeça, que, como se não bastasse ser uma fantasma, ainda tinha um sério problema com a cabeça.
No momento em que saí da sala estava numa euforia incrível como a da personagem de Matheus Nachtergaele em Tapete Vermelho. E ainda por cima, aprendi duas lições que levarei para o resto da vida: número um: não sente na primeira fila – seu pescoço agradece; número dois: evite companhias muito falantes.
Com o tempo, o cinema e eu estabelecemos um relacionamento sério que dura até hoje e ainda promete muitas bodas. Mas o que me atrai no cinema? O fato de ser um espaço multifacetado: pode ser desde o espelho que revela a realidade que ignoramos até o quadro onde se constrói universos imaginários. No cinema não existem preconceitos: a liberdade é a sua única regra.

Luane Batista.





A Guerra do Fogo

29 08 2014

A Guerra do Fogo de Jean Jacques Annaud como o próprio nome sugere, gira em torno do fogo e sua importância para a sobrevivência dos ancestrais humanos.
A narrativa inicia-se mostrando um grupo vivendo em comunidade e então acontece um ataque de outra tribo, durante o qual houve uma preocupação em proteger o fogo que possuíam, entretanto, apesar do esforço, a fonte acaba apagando e três integrantes do grupo são enviados para conseguir uma nova fonte de fogo, uma vez que eles ainda não possuíam o conhecimento para produzi-lo.
A partir dessa trama, abrem-se vieses que permitem observar o comportamento humano, que transitava entre o animal , como na sequência de cortes em entre os leões e os humanos, usando simultaneamente o faro e antes, quando intimidam lobos com fogo denotando indícios de um pensamento racional. Ainda há um toque de romance quando o rapaz se envolve com a garota de outra tribo e a tristeza quando ela vai embora.
O filme faz uso principalmente de sons ambiente e animalesco para acentuar o quanto o local é selvagem. Além disso, as personagens emitem inúmeros ruídos guturais e estabelecem comunicação numa linguagem primitiva onde a expressão dos atores e a trilha sonora são fundamentais para a compreensão do espectador. Outro fator que nos sugere qual assunto está sendo debatido é a montagem, como acontece numa discussão em que há cortes do grupo para a paisagem ampla e congelada , permitindo-nos supor que a discussão gira acerca da sobrevivência do grupo sem o fogo em meio a um lugar tão inóspito.
Outra coisa interessante sobre a montagem é que usa tomadas curtas, muitos cortes e paisagens amplas para mostrar a vida dinâmica que possuía e a pequenez do homem ante os perigos de um mundo grande e desconhecido.
Existem paisagens que exprimem mensagens simbólicas a exemplo de quando a moça olha pássaros voando: sugere um sentimento de liberdade, tanto que ela deixa o pequeno grupo e segue sozinha. Ou quando um dos homens oferece “capim” ao mamute na tentativa de estabelecer uma relação harmoniosa, o que pode ser entendido como o início de uma prática de domesticação de animais.
O filme alcança o seu propósito que é retratar de maneira objetiva uma sociedade que foi o embrião da que conhecemos hoje hoje e o papel fundamental que o fogo exerceu nessa trajetória.

Luane Batista.





em torno do…

29 08 2014

Este sou eu, um homem engajado e me dedico muito intensamente às coisas que resolvo fazer, penso que esta é uma qualidade de grande valia para ter sucesso na área de cinema.

O sucesso é quem eu busco ser em quase tudo que faço, acredito que o sucesso seja nada mais que: obter o resultado esperado em consequência de uma ação previa. Neste momento pra mim um sucesso é ter um bom rendimento acadêmico aliado a construção de uma nova rede de relacionamento.

Normalmente sou comunicativo e extrovertido, mais tenho dificuldade de liderar. Ainda não consigo lidar bem com as expectativas frustradas ou com a falta de compromisso dos envolvidos. Tenho muito carinho pelos projetos em que me envolvo.

Uma das coisas a serem dribladas, é o domínio do processo criativo, penso que não devo estar à mercê da sorte para produzir ou criar audiovisual. A busca da equidade, instinto e racionalismo me parecem algo vital.

Tenho atração pelo olhar do cinema, sou fotógrafo isso me encanta e é o meu foco, espero conseguir agregar valores além dos estéticos a esta função. Espero um dia agregar valores poéticos.





IRREFUTÁVEL ALVOROÇO

29 08 2014

Um quadrado sem lados, um circulo sem raio, uma chuva só de raios.

O encanto do sorriso discreto e impaciente. Ahhh o cinema, irrefutável  ombro onde debruço minha atenção.

Meu primeiro beijo foi com um campeão, Titanic me mostrou que tem pessoas atrás das telas “ fazendo” mentiras pra contar as “suas” verdades –Aquela matinê mudou minha vida.

Vejo leio e às vezes engulo, quando posso critico, quando da certo estudo.

Em uma cidade do interior não muito bem equipada, quatro salas de cinema foram instaladas, a programação porem deixa a desejar, eu por enquanto tô calado, resolvi por hora, estudar.

E quando mais na frente eu

Chamar um filme de meu

Prometo apimentar o povo

E a plateia em alvoroço

Sem saber muito bem o que aconteceu

Vão ver um feirense retado

Cineasta virado

Escrever na historia

Um capitulo novo.





Close sonoro, detalhes visuais e a tal “GUERRA DO FOGO”

29 08 2014

Após algum minuto confrontado pela atípica falta de diálogos convencionais, me vi forçado a baixar a guarda, e assim, poder experimentar uma “nova” forma de percepção.

A gestualidade que me impactou, um dia foi o único recurso de comunicação. Gestualidade que me confronta com a integralidade do ato de comunicar – usar o corpo “quase como um todo” e ter que estar presente.

O fogo vital para a “tal” evolução humana nos mostra também a fragilidade humana diante a natureza.  Como na ultima cena:

Externa

Paisagem – floresta, plano aberto, lente: grande angular – a noite um minúsculo ponto de luz, o fogo.

Embora exista um ritmo, uma vida, a Obra-filme na sua totalidade, a montagem, fotografia e direção conseguiram dar algumas vezes um olhar de contemplação e a impressão que eu estava lá através dos séculos.

Por ultimo, cito a fraternidade, o cuidado com o outro, mesmo com o desconforto da estranheza e o empecilho da linguagem.

O amor fluiu, flui e sempre fluirá.





A guerra do fogo

29 08 2014

Ao som de uma flauta e de lobos uivando um forte drama, contando uma história remota em algum lugar do passado muito distante, uma saga. Lutas, sonhos, desafios, sobrevivência e descobertas, em cenários abertos, mostrando a natureza em tons frios e imagens que se compunha focando as nuanças das chamas que eram o eixo que integrava todo um grupo.

Ali naquele cenário, homens que aqueciam seus corpos nas peles de animais sobe calor do fogo. O corpo do homem se transforma em ferramenta de entendimento, onde as expressões movimento são igualmente parecidas com os animais. Vozes humanas queriam sempre dizer algo, acompanhadas de expressões que se transformavam em diálogos.

Um escolhido e seus discípulos vão à busca das chamas que lhe foram roubados, nesse percurso, em trilhas penosas, a luta de viver dia a dia, dormir e pensar quais serão os novos desafios fizeram parte de uma obstinação de querer viver a cada instante. Lutar contra as mais diversas situações, criar métodos de sobrevivência diante de uma natureza e sua cadeia alimentar tornou-se uma adrenalina total onde os sentidos, por sua vez, estavam extremamente aflorados.

Experiências com outros grupos foram mergulhar nas delícias e perceber espantosos novos jeitos de se viver em outros patamares, novas sensações trouxeram uma euforia de descobertas sem censura.

Atrás de todo arcaísmo no modo de vida dos nossos ancestrais, o filme conta uma história de uma civilização em seu processo construtivo e agregação de novos saberes, o fogo que deles formam roubados a produção independente, fortalecendo laços afetivos conduzindo novos contextos sociais.

 

                                                                                                                                                                                                                                Rosilei Aurora Barros

 

 

 

 

 








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